19.6.09

2 em 1: A desculpa e A Carta que não vai ser entregue.

A Desculpa
Primero, venho me desculpar pelo conteúdo do blog.
Queria poder falar sobre pássaros e flores, sobre a beleza do nascer do sol, mas, mais uma vez venho com uma homenagem póstuma.
Não acreditem que a vida é uma desgraça, que vivo num conflito interno, que sou infeliz pois não sou.
Acontece que são nos momentos conflituosos que vem a inspiração, como forma de fazer das palavras as lágrimas que não conseguem sair de mim.
Não,leitor (se é que alguém ainda lê isso aqui), a pessoa que escreve agora não é a Massami habitual. É um alter-ego meio depressivo e com muita coisa pra falar que só se mostra aqui.Só aqui.

A Carta que não vai ser entregue
Querida tia,
Sobre sua ida, vivo um paradoxo. A saudade e a tristeza se misturam com o alívio da certeza que o sofrimento teve fim. Mulher guerreira, lutou contra o que lentamente te consumia até que, de cabeça herguida, resolveu descansar depois de longa noite. Foram 5 anos de luta. E também 5 anos viajados,vividos.
Não pude me despedir,mas tenho as lembranças das noites de natal, das tardes cheias de baralhos e risos.Não do hospital.Nem de ter sentido falta de ar na mesma hora que você, antes de partir.
Não chorei quando meu pai me contou, tres dias mais tarde, porque talvez meu coração já subesse.Porque eu sei que você não padeceu, apenas descansou.
Não quero que essa carta tenha tom de despedida.Nem que emane tristeza.
Sabe,tia...todo dia antes de ir pro curso eu olho pro céu.Como saio antes das 6, o sol ainda não apareceu.E lá está a estrela que leva seu nome. A mais brilhante de todas, bem do lado da lua.Eu olho pra ela todo dia e sorrio.É uma metáfora,tia. Pra mim,é você olhando aqui pra baixo, sorrindo para nós.

Sua sobrinha.

9.4.09

Sobre a conspiração dos astros

(inspirado em fatos reais)

"Hoy en mi ventana brilla el sol..."Meu dia começa com essa grande ironia. Uma música agitada dos patos ás 5 horas da manhã (quando o sol ainda nãopensa em brilhar).Nessa manhã específica, entretanto, avoz de Takai não foi osuficiente pra me levantar.
- CAROL, SÃO 5:20!!!
Isso sim me acordou. Ah, o pulo que eu dei da cama foi cena de Matrix, em 30 segundos já estava debaixo do chuveiro. Nada como uma boa descarga de adrenalina pra acordar (pra que cafeína então?).
Não parecia que esse seria o primeiro fato de uma sequência que mudaria totalmente o rumo daminha quarta-feira.Mas foi o primeiro de muitos.
Raízes, funções, advérbios e interjeições preencheram a ordinária manhã. Correu tranquilo.
Mais tarde, tinha médico. Minha mãe estava indomebuscar.
-Tá tudo parado.
Meia-hora de cadeira.
Chegou. Chegaram, aliás. Ela e minha prima.O carro ia ficar com ela,enquanto madre y yo estaríamos no Shopping. Pois não é que começou a chover? E nãoé qualquer chuvinha não. Foi uma daquelas que em 3 segundos molhaaté sua alma. Nós e um pequeno guarda-chuva japonês.
*OBSuper! (como diria o Hormes.)Sempre que sua mãe falar que émelhor você não ir e voce~for, acredite: vai dar merda.Lembre-se sempre disso.*
Fiz tanto que finalmente consegui uma maneira de ir pro teatro,na cinelândia ás 19h. Depois de muita insistência e muitasligações.E lá fui eu.
A hora marcada prasair doValqueire era 5:20.Mais que suficiente pra chegar a tempo,não?
Pois bem. Houve um atraso, por forças maiores. Tudo bem, acontece. Não passava van, não tinha frescão (ounico onibus daSaiqui que passaporlá) e não tinha taxi no ponto de taxi que sempre vive cheio.
Depois de minutos árduos a procura de um taxista de boa alma que levasse jovens atrasadoa té a estação de metrô, as 6:15 conseguimos achar uma.
Trânsito.
Ás 19h chegamos.Ao metrô.
Não dava mais tempo.Resolvemos ir pro cinema. Animação, surfe ou avião caindo?
Entre asmaravilhosas opções,chegamos a conclusãode que o avião era a menos pior opção.E fomos assistir.
A maaior cinéfila que eu conheço dormiu.Eu, quase. Tá todo mundo morto no final.Falei.
Como se não bastasse, a volta veio.
Meu tio, com a maior boa vontade do mundo foi mebuscar no Nova América. em Del Castilho. DEL CASTILHO!
Na saída, uma curva errada a direita nos levou a uma Av. Brasil cheia, quenos levou a uma Linha Vermelha chuvosa, que nos levou finalmente a um Centro da Cidade quase alagado. Não tinha um retorno sequer no caminho. FOMOS DE DEL CASTILHO AO CENTRO SEM NENHUMA POSSIBILIDADE DE RETORNO! Acho que nunca odiei tanto a malha urbana carioca. Nunca.
E chovia tanto que não dava praver direito,mesmo com o limador no máximo.
Saí de lá as9:30 , cheguei em casa ás 11:15.
Enfim.

Lado bom do dia? Tenho o que postar no blog.

Ah, melembrei de uma coisa. Saindo do consultório, eu vi uma sala que estava indicada assim: Dr. Fulana de tal - Homeopata/ Ciclana da Silva - Astróloga (?) .Eu ri da bizarrize. Tudo a ver homeopatia e astrologia nummesmo consultório, né? Acho que não devia ter rido da astrologia, os asros riramde mimmais tarde.

20.3.09

A última programação da tevê

O Pedro Bia dizendo 'Boa Noite' anunciava o fim de um domingo etdioso, repleto de faustões e gugus espalhados pela programação de baixa qualidade que as emissoras abertas ofereciam.Começava mais ma edição de Big Bosta e não sabia se aguentaria esa tortura.
Paredão, disse o apresentador. Pelamordedeus preciso sair daqui.Pouco importava quem ia ganhar tudo o que, numa vida inteira de trabalho, ele não chegaria perto de acumular.A única coisa que queria era ar puro, o doce aroma de monóxidos e dióxidos da noite na cidade.
Procurou um cigarro no balcão da cozinha. Será que a esposa tinha jogado fora sseu maço na inocente tentativa de persuadi-lo a parar com velhos hábitos? Sabia que sim, da mesma forma que sabia ser inútil o plano.O cigarro não vai me matar.
Decidiu sair para comprá-los.Não sabia ao certo as horas, mas o líder acabava de indicar quem iria para o tal paredão. Devia ser tarde, mas não importava. Seus pulmões enegrecidos pela fuligem do vício pedia desesperadamente por nicotina. Já volto.
Deu um beijo na esposa. Amor, vou pegar ar puro.Não demora, olha a hora, homem.Eu seu, tomo cuidado. Dinheiro no bolso, chave na mão.Alguém chorava na tevê.
Atravessou a rua, o bar se aproximava. A noite abafada não era parecida com a que desejava, mas já estava satisfeito só de sair um pouco.Chegou.Comprou.Obrigada.Obrigada, volte sempre.
Caminhava de volta pra casa, em seus desvaneios sobre a vida. Bala perdida. Sangue. O Bial se despedia do telespectador. Boa noite, Bial, boa noite. Boa. Noite.
O cigarro matou. Foi comprar cigaros e nunca mais voltou.







Ps:eu tinha que fazer uma redação e parei pra fazer isso. Conclusão: não fiz a redação.
Pps: Abandonadiiiinho isso aqui,né?
Ppps: Novo blog, um fútil dessa vez: http://aventuresfictives.blogspot.com

9.1.09

dois-zero-zero-nove.

Boa sorte.

13.12.08

Sobre começos, re-começos e finais.

Hoje o blog vai ter cara de diário. Desculpe-me se não agradar.

Ontem foi um dia muito importante. Décimo segundo dia do último mês de dois mil e oito. 12/12. doze do doze.Marca.
O início marcou um fim.O fim marcou um início.Digo, um novo início.

É só isso, não tem mais jeito.Acabou. Boa sorte.
E essas foram as palavras que simplificam essa manhã. Acabou. A partir de agora o mundo paralelo de tantas vidas azuis não é mais meu. Boa sorte. Cada um por si e Deus por todos.
Os laços vão ser testados agora. Os mais fortes sobreviverão. Alguns esquecidos, na lembrança. Outros, apenas faces desconhecidas nas fotografias.
Foi um fim e um início. Acabou minha vida escolar. Agora serei universitária, estudante de cursinho ou nada. Começou a vida. Aquela que dá tapa na cara e você tem que er força pra revidar. Aquela vida que não tem professor do lado pra te ajudar. E eu não sei se cresci o bastante pra isso.


Agora o fim. Parando por aí do momento deprê.
Depois de 4 anos, subi num palco outra vez. A sensação maravilhosa de atuar, que pensei que nunca mais sentiria, voltou. E como foi bom! E como eu me diverti! E como!
Amei meus amigos terem ido, amei minha famíla ter ido, amei todos terem ido! É difícil descrever a sensação até meio masoquista de gostar da tensão "ai-meu-Deus-vou-esquecer-meu-texto". A felicidade que eu senti quando gritamos MERDA! foi indescritível também. Foi algo como voltar pra casa depois de uma grande viagem.


Enfim. 12/12/08 foi inesquecível.

MERDA pra vocês.

25.11.08

Sobre dentistas.


Eu tenho medo de dentista.Na verdade, nãão é beeeeem medo.Se eu tiver que ir no consultório, eu vou. O que eu tenho nervoso é de encontrá-los na rua.Sabe porque? Imagina a cena:

Você foi almoçar fora de casa e depois foi direto pro mercado, supomos. De repente chega aquele homem com os dentes perfeitos e brilhantes na sua direção. Aí você pensa "putz, não escovei meus dentes!".
Ele chega e dá aquele sorriso colgate, perfeitamente escovado com Oral-B - a marca mais usada pelos dentistas - pra perguntar como vaia família e comentar quanto tempo voce não vai no consultório.
Enquanto as trivialidades passam, você procura desesperadamente uma bala Halls. E a cada minuto você pensa se não deixou escapar um pedaço de feijão preso no dente.Ao mesmo tempo, apesar de vê-lo olhando a promoçao da carne, sente vinte olhos procurando imperfeições ou amarelados dentro da sua boca.


Não sei porque resolvi expor isso aqui. Talvez porque eu ache que estou abandonando meu blog. Talvez porque eu não aguente mais falar de provas e coisas sérias.

Qualquer dia eu volto.

13.10.08

Vestibular chegando.

Estou entrando em colapso.
............COLApso
.coLAPSO
.................coLAPso
.........cOLApso
...OSPALOC
............CLPSOAO
.LOSCAPO
.........C o L a P s O
.......c O l A p S o
........C O l a P S o

...Co
......L
.........a
.............P
..................s

.........................o


é isso, só queria desabafar( em um momento modernista).