A Desculpa
Primero, venho me desculpar pelo conteúdo do blog.
Queria poder falar sobre pássaros e flores, sobre a beleza do nascer do sol, mas, mais uma vez venho com uma homenagem póstuma.
Não acreditem que a vida é uma desgraça, que vivo num conflito interno, que sou infeliz pois não sou.
Acontece que são nos momentos conflituosos que vem a inspiração, como forma de fazer das palavras as lágrimas que não conseguem sair de mim.
Não,leitor (se é que alguém ainda lê isso aqui), a pessoa que escreve agora não é a Massami habitual. É um alter-ego meio depressivo e com muita coisa pra falar que só se mostra aqui.Só aqui.
A Carta que não vai ser entregue
Querida tia,
Sobre sua ida, vivo um paradoxo. A saudade e a tristeza se misturam com o alívio da certeza que o sofrimento teve fim. Mulher guerreira, lutou contra o que lentamente te consumia até que, de cabeça herguida, resolveu descansar depois de longa noite. Foram 5 anos de luta. E também 5 anos viajados,vividos.
Não pude me despedir,mas tenho as lembranças das noites de natal, das tardes cheias de baralhos e risos.Não do hospital.Nem de ter sentido falta de ar na mesma hora que você, antes de partir.
Não chorei quando meu pai me contou, tres dias mais tarde, porque talvez meu coração já subesse.Porque eu sei que você não padeceu, apenas descansou.
Não quero que essa carta tenha tom de despedida.Nem que emane tristeza.
Sabe,tia...todo dia antes de ir pro curso eu olho pro céu.Como saio antes das 6, o sol ainda não apareceu.E lá está a estrela que leva seu nome. A mais brilhante de todas, bem do lado da lua.Eu olho pra ela todo dia e sorrio.É uma metáfora,tia. Pra mim,é você olhando aqui pra baixo, sorrindo para nós.
Sua sobrinha.
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1 semana atrás
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